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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Se conselho não fosse bom...

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... a gente não saía por aí lendo e trocando experiências com outras mães em blogs e sites, né?


Fato é que todo mundo vive dando ou recebendo um conselho de alguém. É da natureza do homem se meter na vida alheia, com menos ou mais frequência, com boas ou más intenções. E no louco universo da criação dos filhos não seria diferente, claro.

Quem nunca ouviu “orientações” preciosas da mãe, da sogra, daquela tia super querida ou da amiga que te adora e adora seu(s) filho(s)? Sorte a nossa que temos estas pessoas por perto.

E quem nunca recebeu dicas da senhorinha que conheceu no ponto de ônibus, do porteiro do prédio da sobrinha da cunhada do seu primo, daquela amiga solteirona da sua vó ou do tiozinho que conheceu passeando com o cachorro? Sorte a sua se desconhece estes casos!

Vamos combinar, a gente ouve (e lê) muita coisa bacana que nos ajuda bastante mas também ouve (e lê) muita bobagem. É como se o fato de você estar grávida ou se tornar mãe de primeira (às vezes até de segunda, terceira...) viagem desse  o direito de geral sair palpitando sobre tudo o que diz respeito a sua vida. As intenções são quase sempre boas, mas tem gente que exagera na dose.

Calma, meus amigos, não estou dizendo que não gosto de ouvir a opinião de vocês. Muitas vezes, aliás, sou eu mesmo que peço e os conselhos me são muito úteis. Estou me referindo àquelas pessoas que “quando Deus te desenhou esqueceu de te dar bom senso”, sabe?

Aquele tipo de pessoa que não se contenta só em dar palpite, mas que quer te obrigar a seguir suas preciosas recomendações ou que acham que você, por não fazer do jeito que elas fazem – ou acham que fariam – está completamente equivocada.

Eu, por sorte, não encontrei muitos destes tipos na minha jornada de mãe até aqui. Mas os poucos que conheço (e alguns insistem em marcar presença) já valem por 20. Imagina só: a pessoa, que se orgulha em dizer que teve 4 ou 5 filhos, todos já bem criados, chega na sua casa às 9 e meia da noite (quem em sã consciência visita um bebê as 9 e meia da noite, Brasiiil??), chega falando alto, nem bem te cumprimenta (até porque depois de 4 anos ela ainda não decorou o seu nome) e já solta logo um “aaai, essa menina sem meia, vai pegar uma friagem. Vai lá, pega uma meia pra por no pé dela, bem”.

Dois minutos depois o “conselho” é para dar água, porque a criança deve estar morrendo de sede (enquanto ela ainda só toma leite materno).  Em seguida, a pessoa solta um  “Ai, menina, eu acho que ela vai largar o peito já já, viu”, seguido por um “porque você usa protetor no berço? Isso abafa muito e deixa ela com calor”.

Aahhhh, eu quero morrer!! Quer dizer, matar um! Pena que a gente não possa dar um passa fora e mandar a pessoa arrumar uma louça pra lavar na casa dela, né? Infeliz da pessoa que inventou as boas maneiras! Tem horas que acho que sem elas seríamos muito mais felizes.

E é por isso que eu penso: muito ajuda quem não atrapalha. Tenho descoberto nos últimos meses que informação é sempre válida, mas é preciso filtrar tudo que chega aos nossos ouvidos, com o risco de enlouquecer de vez.

Também tento policiar a mim mesma, porque sei que é difícil resistir a algumas situações em que a gente acha que só a gente sabe como resolver aquele problema pelo qual outra mãe está passando. Cada dia mais eu me convenço de que, quase sempre, é o instinto da mãe que deve falar mais alto.

O problema do outro pode parecer muito semelhante ao nosso, mas nunca é igual. Uma mãe nunca é idêntica à outra, assim como um filho nunca é idêntico ao outro.  Por isso que a gente pode até tentar ajudar, compartilhando nossas experiências pessoais (inclusive é pra isso que serve este blog) mas deve respeitar o limite da boa educação e do respeito. Resumindo, há de se tomar SEMANCOL, aquele remedinho milagroso que deveria ser receitado a todas as pessoas do universo, sem distinção.

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sexta-feira, 20 de abril de 2012

O que sobrou da gravidez...

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...além da filha mais cuti-cuti-da-mamãe é claro.

Os nove meses se passaram, a Clara nasceu, eu me recuperei bem no pós-parto mas algumas coisas não voltaram ao que era antes (será que voltarão, um dia?)

A linha nigra 
Aquele risco escuro, estranho, horrível que eu sempre temi que aparecesse na minha barriga desde quando descobri que estava grávida de repente Páh!, apareceu mesmo! Pior, insiste em continuar aqui. É verdade que parece estar diminuindo, ficando mais clarinho, mas ainda me incomoda. Li que em alguns casos pode demorar até um ano para desaparecer e que em outras mulheres ela permanece forever. Ai, espero que este não seja o meu caso, porque ô coisa desnecessária, né?

O cabelo 
Com quanto fios de cabelo se faz uma careca? Não, porque dependendo eu já sou tecnicamente uma mulher calva e nem to sabendo. No ralo do meu banheiro, toda vez que eu lavo o cabelo, nasce um monstrinho.

A explicação mais comum para este problema é que durante a gravidez nosso cabelo cai bem menos por causa das mudanças hormonais. Daí, uns 3 meses depois que o bebê nasce, o que não caiu durante os 9 meses simplesmente resolve cair de uma vez, quando as taxas hormonais começam a voltar ao normal.

É de se esperar que isso aconteça até por volta dos seis meses após o parto, mas no meu caso já se foram sete e nada da queda diminuir. Já devo me desesperar de vez, será? Pra piorar eu ainda tenho hipotireoidismo, que por si só já causa queda de cabelo, e eu ando tomando o remédio de vez em nunca de forma irregular. Aí já viu né, meu cabelo anda uó!

A cicatriz
A cesariana tem várias desvantagens, mas uma delas fica marcada pra sempre na nossa memória...quer dizer, na nossa pele: o corte. Eu que já não tenho uma cicatrização das melhores, já to começando a achar que o corte da cirurgia não vai ficar tão imperceptível como o médico disse e eu acreditei que ficaria. No pós parto eu usei uma pomada cicatrizante, mas como meu querido obstetra não falou por quanto tempo exatamente eu teria que usá-la - e como eu não voltei e não pretendo voltar mais nele, eu parei de passar diariamente depois de uns 45 dias.  E aí que a cicatriz ficou um pouco "altinha" e eu não sei se isso é normal ou se é melhor voltar a usar a pomada que o médico tinha receitado.  Sem falar na estranha sensação - ou falta dela - na pele próximo ao local da cirurgia. Minha mãe, super legal, disse que no caso dela ela nunca mais voltou a ter a sensibilidade de antes. Óh céus!

A barriga
Durante a gravidez eu engordei incríveis 16kg. Sinceramente, até hoje não sei como isso aconteceu, pois todo mundo que me via no final da gravidez achava que eu estava, no máximo, de 7 meses, porque diziam eu só tinha ganhado barriga mesmo. De fato, só tive um pouco de inchaço no último mês, mas o restante do corpo não sofreu muitas alterações. Só sei que de grama em grama a galinha encheu o papo e eu ganhei bem mais peso do que pretendia. Pois bem, quando a Clara nasceu eu perdi uns 7kg no primeiro mês e o restante fui perdendo até lá pelo quarto mês, quando voltei aos meus 52kg de antes.

Maaaas, aí descobri que, infelizmente, recuperar o peso é uma coisa e recuperar o corpo é outra. Não sei se é assim com todas as mamães, mas minha "silhueta" não é mais a mesma. Sobrou ali uns pneuzinhos - até que razoavelmente inhos - mas que não me deixam esquecer o quanto minha barriga esticou durante aqueles 9 meses. Nunca tive barriga tanquinho ou cinturinha de pilão, mas agora acho que só vou chegar perto disso se arrumar tempo, disposição e coragem para voltar pra academia (coisa que só fiz uma vês na vida, durante longos três meses!)

Resumindo? Mãe sofre, Brasil!

E aí eu descobri no site novo dos fotógrafos que fizeram o meu book gestante umas fotos 
que eu nunca tinha visto (ou não lembrava mais). É o caso dessa aí. Quem não viu, tem mais fotos aqui

quinta-feira, 19 de abril de 2012

{Crescendo} 7 meses

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Já dizia o poeta Cazuza: o tempo não para!
Mais um mês se passou e este foi de longe o que mais trouxe mudanças para a vida da Clara, na minha humilde opinião. Vamos às novidades deste sétimo mês.

A Clara:
- Senta sem apoio, embora às vezes ainda perca o equilíbrio e tomba pra algum lado.
- Já tem força suficiente nas pernocas para ficar de pé com as mãos no sofá por alguns segundos.
- Entrou definitivamente no mundo das comidinhas e até agora só nos deu ogulho.
- Come de tudo quase sem reclamar: mamão, banana, pera, maçã, cenoura, batata, abobrinha, gema, carne vermelha, frango, tomate e feijão (foi o que a gente ofereceu até então).
- Adora um suquinho de frutas e tem horas que só aceita isso pra matar a sede (ou a fome, não sei).
- Aprendeu a se arrastar e pegar impulso com os pés para chegar aonde quer.
- Está começando a ficar de quatro, com os joelhos no chão. Deve engatinhar em breve.
- Faz a maior farra no banho agora que consegue ficar sentada na banheira. Dá banho em quem estiver dando banho nela.
- Ta cada dia mais conversadeira. O papo do momento é um tal de "dá dá dá", "tá tá tá" e "nê nê.
- Ta aprendendo a esticar os bracinhos pra passar de um colo pra outro.
- Estranha pessoas e não tem vergonha de chorar quando não vai com a cara de alguém, para a vergonha da mamãe.
- Põe tudo o que vê na boca e além de chupar, agora morde também. Acho que ta querendo ter dentes.
- Adora um controle remoto, um celular e um notebook. E um cabelo comprido também!
- Passa a unha e bate nas coisas para saber o barulho que faz.
- Fica irritadinha quando é contrariada e grita brava algumas vezes.
- Ta dando umas gargalhadas de-li-ci-o-sas.
- Conheceu dois novos amiguinhos: o Enzo, de 5 meses, e a Eleonora, de 1 mês.

A mamãe:
- Continua perdendo muito cabelo.
- Ta precisando urgente de um corte decente, de fazer as unhas e de praticar alguma atividade física.
- Ta tendo cada vez menos leite - e tá bem chateada por causa disso.
- Se vira nos 30 pra dar conta do trabalho, da Clara, do namorido, das coisas de casa e da pouca vida social.
- Esta aprendendo a cozinhar legumes (mas não a comê-los).
- Já decidiu o tema da festa de um ano da pequena e já ta cuidando de alguns preparativos, afinal ela é muito maluca ansiosa.
- Cada dia mais se convence de que teve mesmo muita sorte por ter a filha que tem.

Parabéns pra mesversariante!



terça-feira, 17 de abril de 2012

As papinhas salgadas e a cadeira de refeição

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A Clara começou a comer as papinhas salgadas e eu nem contei os detalhes aqui né? Como na semana passada chegou a cadeira de alimentação que eu comprei, resolvi juntar as duas coisas aqui hoje.

Pois bem, comecemos do início. Faz uns 20 dias que começamos a oferecer a papa de legumes pra ela. No início, coloquei apenas cenoura, batata e abobrinha. Como não queria fazer uma comida muito pastosa, pois é importante o bebê sentir a textura para estimular a mastigação, o que fizemos foi ralar tudo na parte mais fina do ralo (esses que a gente tem em casa, com quatro lados).

Depois, refogamos em um pouquinho (beeem pouquinho) de óleo e cozinhamos com água e uma pitadinha de sal até ficar bem molinho. O primeiro dia foi bem engraçado, ela estranhou aquela textura, ficava passando a língua e tentando "entender" o que era aquilo. Mas aos poucos ela foi sentindo o gostinho, se acostumando com os pedacinhos e acho que gostou, porque comeu tudo (para noooooooossa alegria!hahaha)



E assim foi pelos próximos dias. Depois de uma semana, incluímos peito de frango, cozido e desfiadinho. Neste final de samana, foi a vez de acrescentar carne vermelha, também cozida e em pedaços pequenininhos. Neste dia, a Clara teve a manha de engolir o restante e cuspir a carne. Mas com um pouquinho de insistência ela acabou aceitando e comendo tudo também. Uma beleza!

Esta semana quero começar a colocar a gema de ovo - sempre dura como orientou a pediatra - e também algumas verduras: repolho, couve, etc.

Preciso deixar aqui registrado a minha felicidade por ver minha pequena comendo de tudo e (quase) sem reclamar. Confesso que eu estava preparada para o pior..rs, mas está sendo bem mais tranquilo do que eu imaginava, felizmente.

É certo que ela faz uma bagunça danada. Depois das primeiras refeições chegamos a conclusão que devemos comprar uma daquelas capas de cabeleireiro para vestir a Clara na hora de comer..hahaha. O Junior a apelidou de "Monstro da papinha", porque ela fica com a carinha toda melecada e dando risada. O difícil mesmo é driblar suas mãozinhas afoitas para tomar a colher da gente e comer por conta própria, sem falar na mania de chupar o dedo entre uma colherada e outra. Dá pra imaginar a sujeira?

Esses dias o Junior teve que ficar segurando os braços dela pra eu conseguir dar a papinha, tamanha a insistência dela em pegar a colher e chupar o dedo, tudo ao mesmo tempo. Já em outro dia, a bagunça foi causada por algo menos previsível: um super espirro! Com a boca cheia ela espirrou e lá se foi comida para todos os cantos (inclusive na minha roupa). Mas tirando esses pequenos perrengues, esta fase é uma delícia e acho que estamos nos saindo muito bem.

Agora vamos à segunda parte: o cadeirão.

Depois de pesquisar bastante, ler opiniões de mães em vários blogs e sites e comparar  vantagens e desvantagens de vários modelos de cadeiras de refeição para bebês acabei escolhendo a Burigotto Merenda. Além de ser da mesma marca da banheira e do bebê conforto que a gente já usa (e aprova), inclusive escolhi a mesma estampa Monstrinhos, ela tem um bom custo benefício comparado a outras marcas.



Eu estou gostando bastante da cadeira, é bem mais prático e a coluna agradece também. Listei alguns pontos fortes e alguns pontos fracos também do que eu estou achando depois de usá-la por alguns dias.

Pontos Positivos:
- O assento é bem macio e confortável;
- O encosto é reclinável em várias posições, o que é bem útil quando o bebê ainda não tem muita firmeza na coluna pra ficar sentado certinho;
- A bandeja tem uma outra sobreposta que pode ser removida para limpeza depois que o bebê come (e suja tudo) ou pode ser retirada inteiramente, quando a criança começar a se sentar na mesa com o restante da família;
- Tem cinto de cinco pontos, deixando a criança mais segura;
- Possui uma coluna entre as pernas que impede que a criança escorregue pra frente;
- O apoio para os pés também é regulável e acompanha o crescimento dos pequenos;
- O preço não é dos mais altos (eu paguei R$240,00 aqui)
- É fácil de abrir e fechar (tem uma alavanca na parte de trás) e para em pé quando fechada.


Pontos negativos:
- Não possui regulagem de altura dos pés;
- O cinto fica um pouco largo, mesmo regulado no menor tamanho;
- Não possui rodinhas (embora essa cadeira não seja feita pra ficar passeando pela casa, né..rs);

Acho que é isso. Depois conto mais sobre as próximas aventuras alimentícias da Clara. Por enquanto, fica aqui o vídeo da primeira comidinha salgada da vida dela (com filmagem e comentários do papai). Reparem nas caretinhas das primeiras colheradas e na alegria ao terminar o primeiro prato :D


domingo, 15 de abril de 2012

Despertador

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Hoje eu acordei às 8h30. Hoje, domingo, o único dia da semana que eu não preciso acordar às 6h50.
Pois bem, hoje um despertador muito do tagarela me acordou às 8h30 mesmo sem eu o ter programado, com um barulho diferente, um som de "dá dá dá", "nenê" e outras coisas que eu não consegui entender.

Que despertador engraçado o meu! E ainda tem mais: o despertador, que eu havia deixado no berço ali perto da cama, esticava sua cabeça por cima do protetor do berço e me olhava com olhinhos sorridentes, esperando ansioso que eu finalmente acordasse.

E aí, ao acordar, não me restou outra alternativa a não ser rir e dizer "bom dia", para a completa alegria do meu despertador. E como ele é bem humorado ao despertar!

Xô preguiça, disse pra mim mesma. Hora de levantar porque este despertador não tem a opção 'Desligar'. No máximo, no máximo, deixa programar a opção 'Soneca', pra me despertar novamente dois minutos depois.
Melhor então acordar logo de vez, né?

Aproveitar a manhã de um jeito que não seja em frente ao computador. Um jeito bem melhor, aliás.
Mas antes de acordar definitivamente, ainda pego meu despertador, coloco-o na cama comigo e me espreguiço um pouco enquanto a gente conversa e dá boas risadas juntos.

É, definitivamente meu despertador é especial e exclusivo. Especialmente alegre e cheiroso, exclusivamente feito pra minha vida e para me despertar pra ela. Agora sim, estou pronta pra mais um dia. Mais um dia como nenhum outro.

Bom dia e bom domingo!

O melhor despertador do mercado! 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O que anda rolando por aqui

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Coisa de mãe, com certeza, mas parece que cada dia é uma aventura na vida de um bebê. Todo dia tem uma novidade, uma gracinha nova. E eu me divirto (quase sempre). Vamos às news:


A sala do apartamento ganhou uma nova decoração nas últimas semanas: um colchonete velho (mas mto prático) no chão e um monte de brinquedo, mordedor e livro infantil espalhado por todo canto. Sinto que organização não será a palavra de ordem por aqui pelos próximos meses.

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Clara está viciada em controle remotos. Coloque um brinquedo super divertido e um controle remoto na frente dela e, adivinha? Ela escolhe o controle, sempre. Agora descolamos um que estava guardado, novinho, pra ela morder e babar a vontade. Todos comemora!

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Sabe aquela história de assoviar e chupar cana? Aqui em casa a moda é comer, lamber e conversar ao mesmo tempo. É um tal de enfiar as coisas na boca e falar (ou tentar), tudo junto, uma comédia. São altos papos da Clara com seu pé, seus mordedores, sua mão e tudo o mais que der sopa perto dela. Afinal, no fim, vai tudo parar na boca mesmo.

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Cheguei a conclusão que bebê sozinho é sinônimo de surpresa. Funciona assim: eu passo tempos com a Clara no colchonete brincando ou assistindo o DVD da Galinha Pintadinha (sempre ela!) e ela fica lá, rolando de um lado pro outro mas sempre ali por perto. Mas basta eu sair por 30 segundos da vista dela e, quando volto, a danada conseguiu o feito de ir parar no canto da sala, debaixo do sofá, lambendo o chão sujo. #ComofazBrasil?

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Outro dia, cheguei em casa na hora do almoço e a Rose estava dando comida pra Clara. Pra aproveitar mais o tempinho que tenho com ela, me ofereci pra terminar o trabalho. Daí que a Clara olhou pra minha cara e danou a rir sem parar. Eu achei graça, claro, e quando me viu dando risada ela riu mais ainda. E simplesmente não quis mais comer. Eu até tentei fazer cara séria e insistir pra ela comer mais umas colheradas, mas não teve acordo não. Eram só gargalhadas mesmo e eu sucumbi àquela alegria gostosa.

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Para alegria e alívio da mamãe aqui, a pequena agora está ficando sentada sozinha por bastante tempo (na verdade pelo tempo que ela quiser, até cansar e se jogar, na maioria das vezes). E agora que descobriu que sabe ficar sentada, não admite muito a ideia de ficar encostada. No último final de semana coloquei ela na sua cadeirinha e quando olho, ela estava inclinada pra frente. Olhou pra mim como quem diz "olha o que eu sei fazer agora, mamãe!" e deu um sorriso malandro. Quase morri!


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E pra encerrar, hoje, enquanto rolava pra lá e pra cá ela caiu pra fora do colchonete (que é baixinho) e bateu a cabeça no chão. Eu tentei evitar mas não cheguei a tempo, então fiquei olhando pra ver qual seria a reação dela, já prevendo o chororô. Ela parou, olhou pra mim e soltou um "angu". Depois fez bico, quis chorar mas desistiu. Cabecinha dura mesmo, igual a mamãe...rs


domingo, 8 de abril de 2012

Páscoa sim. Chocolate (quase) não

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A Clara passou sua primeira Páscoa. Pra ela, quase nenhuma diferença para outro dia qualquer. A não ser pelo fato de que fomos passar o feriado na casa dos pais do Junior, em Sapopema, cidadezinha próxima (120 km) de Londrina.

E a Clara curtiu bastante. Da última vez que ela havia ido lá tinha só dois meses e pouco, então nem aproveitou muito. Mas agora, que já é praticamente uma mocinha (rs), se divertiu com as novidades. A casa dos meus sogros é parecida com um sítio, com muitas árvores, lagoa, patos, galinhas, cavalos, passarinhos e tudo mais. Um prato cheio pra uma criança que ta começando a descobrir o mundo com a curiosidade que lhe é pertinente.

Cada um que chegava, a pegava pra dar uma passeada pelo quintal. E lá ia ela com as perninhas balançando, os bracinhos agitados e gritos de euforia. Emocionante ver aquela pessoazinha que aos poucos vai tomando conhecimento do mundo e assumindo seu lugar nele.

Teve também a experiência de pegar um passarinho na mão. Quer dizer, o passarinho é que subiu no braço dela, depois no ombro, nas costas. A mamãe aqui que morre de medo de tudo que é bicho, bem diferente do papai que adora, ficou super apreensiva enquanto registrava esse momento, né. Mas meu cunhado (o dono dos passarinhos) garantiu que esses não bicavam e foi até engraçado ver a reação dela, meio feliz, meio desconfiada.

Mas enfim, voltando a falar sobre a Páscoa, claro que a Clara ainda não come chocolate. Mas como todo mundo sempre que ver a reação dela experimentando coisas novas (o que ja me rendeu alguns estresses), minha sogra ofereceu um pouquinho de chocolate enquanto preparava uma receita pra família. Adivinha? Clara lambeu os beiços, literalmente. Mas foi só pra sentir o gostinho mesmo (e ainda sim, se dependesse de mim, ela nem teria provado). Mas já deu pra ver que a bichinha sabe o que é bom..hehe.

E assim foi a primeira Páscoa da vida da nossa pequena. Divertida, tranquila e cheia de descobertas.


Meleca!!


domingo, 1 de abril de 2012

{Confessionário} Os dramas meus de cada dia

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Desde que eu resolvi voltar a trabalhar após os 4 meses da minha licença maternidade, não há um dia que eu não me pegue pensando se fiz mesmo a coisa certa. Sempre me pergunto se não deveria ter ficado em casa por pelo menos mais um tempo pra curtir e, principalmente, pra cuidar da Clara.

Muita coisa mudou nestes dois meses na rotina dela e da casa. Agora quem faz quase tudo é a babá, que também cuida dos outros afazeres domésticos na medida do possível. A Clara começou a tomar mamadeira, depois a tomar suco, passou a comer frutinhas e agora ta partindo para as comidinhas salgadas.

E eu sinto uma falta enoooorme de acompanhar mais de perto todas essas mudanças que a minha pequena está encarando. Até da coisas mais simples eu sinto saudade: de dar banho, de trocar a fralda, de tirar um cochilo com ela na cama no meio da manhã, de dar mamá a cada três horas, de vê-la balançar as mãos e os pés de euforia quando eu me aproximo, depois de sair de perto por um minutinho e de muito mais coisas.

Estou tentando estar sempre presente na “primeira vez” de cada descoberta, foi assim com o suco, as frutas e os legumes.  Também tento aproveitar ao máximo cada minutinho que fico com ela na hora do meu almoço em casa, que é mega corrido, a tardezinha quando volto pra casa ou nos finais de semana. Mas fico me perguntando se isso é o suficiente, se ela não sente a minha falta, se isso não prejudica o desenvolvimento dela.

E no final, tudo que eu acho que não está muito bem acaba virando uma grande culpa dentro de mim. Se ela ainda não esta sentando, quando outros bebês mais novos já sentam, me pergunto se a culpa é minha que não estou lá o dia todo para estimulá-la. Se ela está mais manhosa para dormir, penso se não é porque sente falta de ficar mais tempo com a mãe.

Se chego em casa a noite e ela não quer brincar comigo, já penso no momento em que tive que sair de manhã e deixá-la acordada no berço, falando sozinha e doida por uma farra. Se a babá me diz que ela quis mamar de novo logo após eu sair, pronto, sinal que meu leite ficou fraco depois que eu parei de amamentá-la exclusivamente no peito. E por aí vai...

Como dá pra perceber, tudo pode virar um grande drama pra mim. Mesmo sabendo que muita coisa é apenas neura minha mesmo, mesmo sabendo que fiz uma escolha consciente, pensando no futuro meu e dela. Mesmo sabendo que não tem outro jeito, a culpa será minha eterna companheira. Mesmo tendo a certeza de que o tempo não para e de que não há tempo a perder com dramas.

E o medo que fica é o de me arrepender no futuro, mas isso só o tempo dirá.


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